Manifestação 1 na tribuna da sessão plenária de 10 de setembro de 2014.
Sr. Presidente, Srs. Vereadores, Sras. Vereadoras, nós entendemos, Ver. Pujol, que já são muito poucos os recursos para a mudança cultural. Não tem intervenção urbana que possa dar certo, se nós não investirmos na mudança de cultura, na prática das pessoas, seja para construir gentileza no trânsito, seja para o pedestre ter atenção e utilizar as faixas de segurança, seja para o motorista aprender que ele precisa respeitar o ciclista e o pedestre, já que, dirigindo um carro, é a principal arma que pode vitimar pessoas.
Então, quanto à emenda que aqui se busca renovar para ser aprovada, fazemos um apelo aos nobres Vereadores: não vamos renovar essa votação, porque essa emenda, aqui, prevê que, além de já terem sido desvinculadas dos recursos das multas de trânsito, sejam desvinculadas da produção, da instalação, da sinalização de ciclovias e educação para o ciclista e para a Cidade. Isso a Prefeitura já fez, já aprovou, e, se renovarmos, a Prefeitura vai subtrair dos poucos recursos de investimento na prática do ciclismo o investido na educação do pedestre. E nós achamos, Ver. Nereu, que é o autor do Estatuto do Pedestre, que é preciso somar esforços e somar recursos nesses dois temas, e não subtraí-los! Se eu faço campanha para o pedestre, vou tirar dos recursos das ciclovias? Parece-me que não é bom, nem da melhor eficácia de investimentos, seja em sinaleiras, seja em campanhas, seja em ciclovias, para diminuir o número de pessoas a serem atendidas na saúde, o comprometimento de Brigada, de SAMU – todos os órgãos que são mobilizados em função de acidentes. Então é, de fato, uma escolha política sempre mais eficaz, gastar recursos, para além dos da ciclovia, com formação e educação para o pedestre. Aliás, esse curso já deve existir, e será parte das multas que não estão mais direcionadas para as ciclovias.
Eu entendo que Porto Alegre está muito violenta no trânsito. Hoje, lamentavelmente, temos que registrar a morte de uma companheira, negra, pertencente ao Movimento Negro, que foi atropelada, que sofreu um acidente, foi ao hospital e veio a falecer, depois, porque não havia sido percebido que ela tinha um derrame. Ela é mais uma das vítimas de acidentes de trânsito nesta Cidade, neste Estado e neste País. Se não pensarmos, enquanto Poder Público, no profundo investimento que tem que ter e permanente, de tranquilização, de construção, de cuidados, de gentileza, nós estaremos perdendo vidas e mais vidas. Ver.ª Jussara, nós estamos com a nossa Adjunta da 1ª Coordenadoria em estado muito grave, a Professora Lucia, que está em estado de coma, porque um lotação, ali no Pão dos Pobres fez uma curva e ela, na calçada, foi atingida pelo espelhinho do lotação que bateu no seu rosto e fez com que ela caísse na calçada – uma professora da minha idade. São acidentes de trânsito, há dificuldades de circular na Cidade com prioridade absoluta para o pedestre.
Então, não entendemos a razão de renovar uma Emenda que já foi derrubada, não retirar recursos da educação do pedestre, para o pedestre, das ciclovias. Ver. Marcelo, contei dois casos de pedestres aqui, de jovens mulheres, numa semana e meia, que foram vítimas e, portanto, não é possível fazer essa escolha: ou cuidamos a ciclovia ou educamos o pedestre – não é possível! (Não revisto pela oradora.)
Manifestação 2 na tribuna da sessão plenária de 10 de setembro de 2014.
Obrigada, Ver. Delegado Cleiton. Senhoras e senhores, acho que hoje é um dia bastante complicado aqui na nossa Casa. Às vezes, eu quero concordar com o atual Vice-Prefeito, que dizia, neste Parlamento – ele foi Presidente desta Casa por duas vezes –, que “a Cidade ganha muitas vezes quando a Câmara de Vereadores não vota”. E eu não gostaria de transformar isso numa máxima, mas hoje é o típico dia em que, o Parlamento votando, prejudica a Cidade, na minha avaliação. Não tenho a menor dúvida... O Gil aqui, que representa o Governo, essas palavras são do Vice-Prefeito Sebastião Melo, que V. Exa. assessora. E a vida é assim mesmo!
Agora, as leis que o Ver. Sebastião Melo assina, e esta Casa vota é que estão prejudicando a Cidade, porque, há pouco, nós retiramos recursos das ciclovias. Se fizer formação, educação para pedestre, desconta esse dinheiro do investimento nas ciclovias. Agora, vocês imaginem o que este Município espera da sua municipalidade, qual a importância que essa Prefeitura dá para a educação? E a pouquíssima compreensão de que não tem solução se não for pela educação. Não tem solução a vida, a proteção da vida, o trânsito, a circulação na Cidade, o lixo! Nós não temos nenhuma campanha de reciclagem de lixo nesta Cidade. Nenhuma! Há anos! Apenas multas são aplicadas eventualmente.
Mas nesse, agora, Ver. Nereu, eu também lamento. O Ver. Marcelo Sgarbossa faz uma pergunta: “Nós vamos optar pelos mais rápidos ou pelos mais lentos?” Nós vamos optar por proteger os idosos, proteger quem tem dificuldade de mobilidade, ou nós vamos fazer com que a Cidade ande em alta velocidade, e virem-se os cidadãos? Essa que é a questão! E interessante que me lembro, neste debate eleitoral, de uma candidata que diz que não tem mais esquerda e nem direita, Ver. Marcelo Sgarbossa. Lembra da candidata no primeiro debate? Agora o mundo está dividido entre os lerdos e os rápidos! Eu gostaria de lamentar profundamente, o mundo não está dividido entre os lerdos e os rápidos. O mundo ou constrói solidariedade com quem anda mais devagar, ou nós produziremos mais violência, mais mortes, mais acidentes, mais pessoas com deficiência, porque vamos produzir deficiências através de acidentes.
Os 30 segundos para atravessar uma rua são muito importantes. A Tatiana Renata Machado é uma jovem negra da Marcha Mundial de Mulheres, que foi atropelada na frente da Santa Casa. É mais um atropelamento, ela veio a falecer. Parece que havia outras complicações, a morte não foi só em função do atropelamento, porém esse atropelamento poderia ter sido evitado se a gente trabalhasse com menos velocidade, tendo paciência para o pedestre atravessar. Esperar 30 segundos nas sinaleiras onde é necessário é educativo, as pessoas têm que aprender a ter paciência, têm que aprender que estão na comodidade do seu carro, e que o seu carro deve preservar a vida, a vida sempre em primeiro lugar.
A outra situação – e vou repetir – é a da Subcoordenadora da Coordenadoria de Educação em Porto Alegre, atropelada por um lotação. O lotação está sempre com pressa, estaciona de qualquer jeito, voa para pegar passageiro ao invés de ser um lugar de tranquilidade, de solução para os problemas de trânsito e diminuição do uso do carro individual. A Subcoordenadora está em coma profundo, em lamentável estado de saúde, com risco de morte.
De novo: a supressão dos 30 segundos – aprendi com o Marcelo, com os ciclistas, que vêm lutando muito por isso – é uma opção pelos mais rápidos e um abandono do cuidado por quem anda mais devagar, ou porque já teve pressa, como diz a música, ou porque já não tem mais condições físicas para andar ligeiro nesta Cidade. Não tenho dúvidas de que a minha opção é pelos mais lentos, é pela pessoa com deficiência, é pelo acalmar as pessoas desta Cidade, pela espera, pela gentileza, pela paciência e pelo fim da primazia do automóvel. Queremos transporte coletivo, queremos pessoas caminhando na Cidade, andando de bicicleta, pessoas bem mais felizes e seguras. (Não revisado pela oradora.)
Manifestação 3 na tribuna da sessão plenária de 10 de setembro de 2014.
Ver. Delegado Cleiton, obrigada; inclusive, quero deixar claro que jamais considerei que V. Exa. possa ter discriminação de gênero na sua postura. Aqui, na tensão da condução, não é fácil ser democrático com todos.
Eu quero defender o adiamento, Ver. Marcelo Sgarbossa, inclusive por ser essa uma atitude cristã, porque eu tenho certeza de que, se fosse Jesus Cristo aqui, fazendo este debate, Ele optaria pelos idosos, pelas crianças, pela segurança, pela harmonia e não pela aceleração. Acho que os argumentos lamentáveis do Ver. Cecchim têm que ser repudiados porque o debate do estado laico é um debate que toda a sociedade brasileira faz, e que está na Constituição. Não serve de argumento para desfazer, desmerecer o grande esforço que o Ver. Marcelo Sgarbossa faz, um esforço de ir contra a corrente, é verdade, e que o Governo pouco escuta, e a Cidade perde em função disso.
A proposta de adiamento é, sim, para uma mediação que acontecerá no Ministério Público. O Ver. Brasinha é um dos Vereadores que votou a favor dessa medida dos 30 segundos, e os 30 segundos a serem aplicados na Cidade com a gestão da Prefeitura, com a atenção da Prefeitura para cada caso, para cada situação, considerando os lugares, as demandas, o fluxo. Se a Prefeitura Municipal “dormiu de touca”, perdeu o prazo e não vetou, porque vetaria, porque forçou a barra, fez um teste absurdo, congestionou a Cidade irresponsavelmente, aplicando onde não tinha que aplicar e de uma forma errada... E, depois, parece que os ventos conspiraram para a Prefeitura perder o prazo, e a lei valer.
Acho que nós não podemos aqui, enquanto síntese... porque, se este Parlamento entendeu que era importante, agora simplesmente entende que é importante derrubar, e se este Parlamento não consegue fazer uma síntese melhor, Ver. Nereu, eu acho que sim... Porque, se este Parlamento se manifestou a favor, é porque achava que tinha que ter mais cuidado em algumas sinaleiras em muitas situações. E este mesmo Parlamento poderia – e está tentando, tem um movimento importante aqui de diálogo com os que estão no plenário – construir uma mediação, construir o cartão que individualiza, que aciona um tempo maior a partir da necessidade, o que eu acho uma solução muito boa. Então, é muito razoável que encerremos aqui, por enquanto, a discussão e esperemos o espaço de acordo, de mediação do MP. E não é o Ministério Público ter mais valor do que esta Casa, não é isso! É que esse espaço está organizado exatamente pela crise criada pela lei aprovada por nós todos, Ver. Nedel, inclusive V. Exa., pelo que eu saiba, e não vetada pelo Executivo a tempo.
Ora, estabelecido o conflito, o Ministério Público entrou. Então, ele não está substituindo o Parlamento, ele está fazendo uma mediação com a sociedade a partir de uma lei em vigor. Nós, agora, sem esperar os passos de mediação, nós queremos revogar a lei, de maneira rasa, novamente. Se votamos mal, pensando mal as consequências, agora vamos votar mal, simplesmente, suprimindo a medida? Está mal isso! Não é bom para o Parlamento, não é bom para a Cidade, não é bom para o Executivo! Tenho certeza que o Executivo vai à reunião, sexta-feira, no Ministério Público, com escuta, com proposta alternativa.
Então por que nós vamos zerar o jogo, por que vamos encerrar o debate aqui? Encerrar o debate e voltar à estaca zero é dizer “não somos nós competentes para isso”. Os mesmos que vêm aqui dizer isso, Fernanda, vieram aqui, nas semanas passada e retrasada, dizer que, quanto aos inventários dos bens culturais, nós vamos votar cada casa. Eu acho esdrúxulo, eu acho absurdo, é incompetência nossa dizer se uma casa deve ou não, em grandes quantidades, ser licitada como inventariada de bem cultural. Nós não temos essa condição técnica, não temos essa responsabilidade de fazer caso a caso, isso é responsabilidade do Executivo.
Há quem defendeu isso, dizendo que este Parlamento não é competente para discutir, porque técnica é técnica, o tempo da sinaleira. Vejam bem, dois pesos, duas medidas; só vale para a minha demagogia, e não para o que é sério mesmo na Cidade. Então o adiamento ajuda este Parlamento a fazer uma síntese superior, e não tratar de forma rasa e irresponsável um tema tão delicado. (Não revisado pela oradora.)
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domingo, 14 de setembro de 2014
Novo plano de carreira dos municipários da capital
Manifestação na tribuna da sessão plenária de 10 de setembro de 2014.
Sr. Presidente, Sras. Vereadoras e Srs. Vereadores, agradeço ao Ver. Pedro Ruas por este espaço da oposição, que também, para nós, é importante, neste plenário, socializarmos os movimentos que fazemos e recebemos de demandas em relação ao Executivo Municipal.
Na segunda-feira passada, nós recebemos aqui os municipários de Porto Alegre, a Associação dos Assistentes Administrativos aqui esteve para solicitar participação, Ver. Pedro Ruas, no processo de elaboração do plano de carreira. Houve posse da nova diretoria dessa Associação, mas aqui estavam representadas em torno de dez associações dos funcionários municipais. E acho que é válido trabalhar, neste tempo, esse tema. Por quê? Porque o plano de carreira é uma expectativa e uma demanda antiga dos municipários.
A Prefeitura contratou uma empresa, a empresa Quântica, que está trabalhando na elaboração de um novo plano de carreira. Nós sabemos que o plano de carreira é algo complexo, extremamente complexo, tanto que, nesta Casa, nós estamos desde 2011 trabalhando com hipóteses, com processos, com discussão e ainda não pudemos mexer nele. Tentamos contratar uma consultoria.
Então, é um valor importante, a empresa Quântica está trabalhando, só que os funcionários se manifestam, nesta Casa, que não se sentem acompanhando o processo, não se sentem partícipes das elaborações, dos diagnósticos, do levantamento que essa empresa está fazendo. E nós entendemos que um trabalho que vai mexer com a vida dos funcionários municipais, que vai alterar ou não seus salários, a sua perspectiva de crescimento salarial no tempo, não tem como acertar um trabalho e ser efetivo o resultado do plano de carreira, se não for elaborado num processo de diálogo com os municipários.
Por isso, propus à Ver.ª Jussara Cony – V. Exa. falou nesta tribuna durante cinco minutos sobre os funcionários, depois eu reforcei – que a Frente Parlamentar de Apoio ao Funcionalismo Público possa marcar uma reunião nesta Casa para que a empresa Quântica e a Secretaria Municipal de Administração venham aqui apresentar o que fizeram até agora e qual é o prazo. Nós até temos data, mas, como estou em Liderança, ainda não sei. É muito importante que, neste momento, antes que fique pronto o produto, nós possamos viabilizar, aqui nesta Casa, uma apresentação: que a empresa diga como está trabalhando, qual é a metodologia, qual é a análise que está fazendo da situação dos funcionários; que ela apresente o que fez até agora, que opiniões tem até agora e como vai contemplar a participação do conjunto da categoria.
A Ver.ª Jussara Cony leva com muito zelo a nossa Frente Parlamentar, esteve presente, junto conosco, na greve dos municipários, no tema do assédio moral, e nós nos comprometemos, Ver.ª Jussara – lembra das decisões da greve? –, a acompanhar a questão do plano de carreira.
(Aparte antirregimental.)
A SRA. SOFIA CAVEDON: Sim, a Ver.ª Jussara propôs na segunda, quando eles estiveram aqui.
Estou aqui usando o nosso espaço de oposição exatamente para fazer um apelo ao Líder do Governo nesta Casa, ao Vice-Líder, para que estejam junto conosco, no sentido de que possamos viabilizar a vinda da empresa Quântica a esta Casa. Afinal, ela é uma empresa técnica, vai demonstrar qual a sua metodologia, qual a sua forma de trabalho, como ela vai ouvir os municipários. E nós vamos evitar que o produto pronto, depois, não tenha nada a ver com a vontade da categoria, que aí seja engavetado, com mais um recurso público utilizado, e os municipários mais uma vez frustrados na sua vontade de ter uma perspectiva de carreira. Essa carreira, de fato, deve superar a concessão de gratificações, porque a gratificação torna muito desigual as carreiras, torna muito desigual o tratamento do funcionalismo, a gratificação é dada num período e depois acabou. Se nós pudermos transformar todo esse recurso que hoje compõe a massa salarial numa carreira que valorize e faça com que nosso funcionário se mantenha estudando, se mantenha dedicado ao serviço público, será muito melhor para todos, e todos seriam contemplados.
No tempo de oposição, eu falo, tenho certeza, no nome dos três partidos. Nós queremos que os municipários tenham aqui uma apresentação do trabalho e que possam participar.
(Não revisado pela oradora.)
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Sr. Presidente, Sras. Vereadoras e Srs. Vereadores, agradeço ao Ver. Pedro Ruas por este espaço da oposição, que também, para nós, é importante, neste plenário, socializarmos os movimentos que fazemos e recebemos de demandas em relação ao Executivo Municipal.
Na segunda-feira passada, nós recebemos aqui os municipários de Porto Alegre, a Associação dos Assistentes Administrativos aqui esteve para solicitar participação, Ver. Pedro Ruas, no processo de elaboração do plano de carreira. Houve posse da nova diretoria dessa Associação, mas aqui estavam representadas em torno de dez associações dos funcionários municipais. E acho que é válido trabalhar, neste tempo, esse tema. Por quê? Porque o plano de carreira é uma expectativa e uma demanda antiga dos municipários.
A Prefeitura contratou uma empresa, a empresa Quântica, que está trabalhando na elaboração de um novo plano de carreira. Nós sabemos que o plano de carreira é algo complexo, extremamente complexo, tanto que, nesta Casa, nós estamos desde 2011 trabalhando com hipóteses, com processos, com discussão e ainda não pudemos mexer nele. Tentamos contratar uma consultoria.
Então, é um valor importante, a empresa Quântica está trabalhando, só que os funcionários se manifestam, nesta Casa, que não se sentem acompanhando o processo, não se sentem partícipes das elaborações, dos diagnósticos, do levantamento que essa empresa está fazendo. E nós entendemos que um trabalho que vai mexer com a vida dos funcionários municipais, que vai alterar ou não seus salários, a sua perspectiva de crescimento salarial no tempo, não tem como acertar um trabalho e ser efetivo o resultado do plano de carreira, se não for elaborado num processo de diálogo com os municipários.
Por isso, propus à Ver.ª Jussara Cony – V. Exa. falou nesta tribuna durante cinco minutos sobre os funcionários, depois eu reforcei – que a Frente Parlamentar de Apoio ao Funcionalismo Público possa marcar uma reunião nesta Casa para que a empresa Quântica e a Secretaria Municipal de Administração venham aqui apresentar o que fizeram até agora e qual é o prazo. Nós até temos data, mas, como estou em Liderança, ainda não sei. É muito importante que, neste momento, antes que fique pronto o produto, nós possamos viabilizar, aqui nesta Casa, uma apresentação: que a empresa diga como está trabalhando, qual é a metodologia, qual é a análise que está fazendo da situação dos funcionários; que ela apresente o que fez até agora, que opiniões tem até agora e como vai contemplar a participação do conjunto da categoria.
A Ver.ª Jussara Cony leva com muito zelo a nossa Frente Parlamentar, esteve presente, junto conosco, na greve dos municipários, no tema do assédio moral, e nós nos comprometemos, Ver.ª Jussara – lembra das decisões da greve? –, a acompanhar a questão do plano de carreira.
(Aparte antirregimental.)
A SRA. SOFIA CAVEDON: Sim, a Ver.ª Jussara propôs na segunda, quando eles estiveram aqui.
Estou aqui usando o nosso espaço de oposição exatamente para fazer um apelo ao Líder do Governo nesta Casa, ao Vice-Líder, para que estejam junto conosco, no sentido de que possamos viabilizar a vinda da empresa Quântica a esta Casa. Afinal, ela é uma empresa técnica, vai demonstrar qual a sua metodologia, qual a sua forma de trabalho, como ela vai ouvir os municipários. E nós vamos evitar que o produto pronto, depois, não tenha nada a ver com a vontade da categoria, que aí seja engavetado, com mais um recurso público utilizado, e os municipários mais uma vez frustrados na sua vontade de ter uma perspectiva de carreira. Essa carreira, de fato, deve superar a concessão de gratificações, porque a gratificação torna muito desigual as carreiras, torna muito desigual o tratamento do funcionalismo, a gratificação é dada num período e depois acabou. Se nós pudermos transformar todo esse recurso que hoje compõe a massa salarial numa carreira que valorize e faça com que nosso funcionário se mantenha estudando, se mantenha dedicado ao serviço público, será muito melhor para todos, e todos seriam contemplados.
No tempo de oposição, eu falo, tenho certeza, no nome dos três partidos. Nós queremos que os municipários tenham aqui uma apresentação do trabalho e que possam participar.
(Não revisado pela oradora.)
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Bancada do PT se solidariza com rodoviário demitido da Carris
Manifestação na tribuna da sessão plenária de 10 de setembro de 2014.
Obrigada, Ver. Delegado Cleiton, na presidência dos trabalhos, senhores e senhoras, a pedido do Ver. Engº Comassetto, nosso Líder, e, com certeza, por desejo do conjunto da Bancada do Partido dos Trabalhadores, queremos aqui, nesse nosso tempo de Liderança, nos solidarizar com Alceu Weber, o rodoviário da comissão que faz oposição ao atual Sindicato dos Rodoviários, que foi demitido por justa causa, na sexta-feira da semana passada, pela empresa Carris.
Nós entendemos que em um momento desses, em um processo dificílimo para os rodoviários, em que há um processo de discussão com o seu próprio sindicato, em uma luta para que o seu sindicato seja representativo da categoria, o rodoviário Alceu Weber teve um papel fundamental, um papel que tem que ser desejado por todos nós, inclusive pela própria direção da Carris. Um papel que, muitas vezes, o jogou na tensão, nas frentes das garagens, na coordenação de greves, de paralisações, em função de direitos retirados dos rodoviários, em função do próprio sindicato não defender os seus rodoviários, como no caso da demissão do representante sindical da Tinga.
Muitas vezes, Alceu Weber, e um conjunto de rodoviários, assumiu o papel que o Sindicato não cumpre e foi colocado na vitrine de verdade. Teve sua vida exposta. Certamente, não é um rodoviário que consegue garantir uma rotina de trabalho como qualquer outro, mas isso é plenamente justificado pelas inúmeras funções e responsabilidades que assumiu. De fato, de ontem para hoje, foi revertida a demissão. Nós entendíamos que ela era ilegal, mas a Carris insiste no processo de demissão via Ministério Público. E eu imagino que, para uma empresa que não está acostumada a lidar com a democracia, com a representação verdadeira e legítima dos seus funcionários, é muito difícil lidar com lideranças fortes, engajadas e, de fato, que respeitem as decisões da categoria.
Mas nós entendemos que tem que haver uma compreensão dessa empresa pública, que isso faz parte do direito à representação sindical, faz parte do direito dos trabalhadores em reivindicar os seus direitos. A última greve teve uma vitória muito importante para o conjunto dos rodoviários. Portanto, o papel do Alceu Weber não é um papel relevante apenas para os rodoviários da Carris, é para todos os rodoviários das empresas terceirizadas, inclusive das empresas privadas, onde se derrubou o banco de horas. E não imaginem vocês que o banco de horas era apenas uma luta corporativa, o que beneficiaria apenas os motoristas e cobradores. Os motoristas e cobradores, acumulando horas extras infinitamente, trabalham muito mais cansados, trabalham muito mais estressados, têm muito menos qualidade, e ainda mais quando eles sequer recebem por essas horas. Essas horas ficam acumulando numa contabilidade, e, de repente, a empresa diz “hoje tu não vens, amanhã tu não vens, que tu vais tirar umas horas”, sem um retorno pecuniário, sem o respeito pelo trabalhador que segura todas as pontas.
Ora, é vitória da categoria, na última grave, o fim do banco de horas, que deve estar acontecendo exatamente nesse período! É vitória um reajuste salarial com mais um e meio por cento ou dois por cento – não lembro direito – de ganhos reais! É vitória que passe a ser respeitada essa categoria como uma categoria que tem opinião, que tem estresse, que não pode sustentar todos os problemas do sistema de ônibus e que, por exemplo, é muito vitimada pela violência nos ônibus, trabalho esse que, a partir da greve, vem se desdobrando de forma mais continuada com a Brigada Militar, com as empresas de ônibus.
Portanto, nós entendemos uma injustiça, para além de uma ilegalidade, a demissão do companheiro rodoviário e do militante cutista Alceu Weber. Esperamos que a Carris não insista nesse erro e que respeite a liderança e a categoria rodoviária.
(Não revisado pela oradora.)
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Obrigada, Ver. Delegado Cleiton, na presidência dos trabalhos, senhores e senhoras, a pedido do Ver. Engº Comassetto, nosso Líder, e, com certeza, por desejo do conjunto da Bancada do Partido dos Trabalhadores, queremos aqui, nesse nosso tempo de Liderança, nos solidarizar com Alceu Weber, o rodoviário da comissão que faz oposição ao atual Sindicato dos Rodoviários, que foi demitido por justa causa, na sexta-feira da semana passada, pela empresa Carris.
Nós entendemos que em um momento desses, em um processo dificílimo para os rodoviários, em que há um processo de discussão com o seu próprio sindicato, em uma luta para que o seu sindicato seja representativo da categoria, o rodoviário Alceu Weber teve um papel fundamental, um papel que tem que ser desejado por todos nós, inclusive pela própria direção da Carris. Um papel que, muitas vezes, o jogou na tensão, nas frentes das garagens, na coordenação de greves, de paralisações, em função de direitos retirados dos rodoviários, em função do próprio sindicato não defender os seus rodoviários, como no caso da demissão do representante sindical da Tinga.
Muitas vezes, Alceu Weber, e um conjunto de rodoviários, assumiu o papel que o Sindicato não cumpre e foi colocado na vitrine de verdade. Teve sua vida exposta. Certamente, não é um rodoviário que consegue garantir uma rotina de trabalho como qualquer outro, mas isso é plenamente justificado pelas inúmeras funções e responsabilidades que assumiu. De fato, de ontem para hoje, foi revertida a demissão. Nós entendíamos que ela era ilegal, mas a Carris insiste no processo de demissão via Ministério Público. E eu imagino que, para uma empresa que não está acostumada a lidar com a democracia, com a representação verdadeira e legítima dos seus funcionários, é muito difícil lidar com lideranças fortes, engajadas e, de fato, que respeitem as decisões da categoria.
Mas nós entendemos que tem que haver uma compreensão dessa empresa pública, que isso faz parte do direito à representação sindical, faz parte do direito dos trabalhadores em reivindicar os seus direitos. A última greve teve uma vitória muito importante para o conjunto dos rodoviários. Portanto, o papel do Alceu Weber não é um papel relevante apenas para os rodoviários da Carris, é para todos os rodoviários das empresas terceirizadas, inclusive das empresas privadas, onde se derrubou o banco de horas. E não imaginem vocês que o banco de horas era apenas uma luta corporativa, o que beneficiaria apenas os motoristas e cobradores. Os motoristas e cobradores, acumulando horas extras infinitamente, trabalham muito mais cansados, trabalham muito mais estressados, têm muito menos qualidade, e ainda mais quando eles sequer recebem por essas horas. Essas horas ficam acumulando numa contabilidade, e, de repente, a empresa diz “hoje tu não vens, amanhã tu não vens, que tu vais tirar umas horas”, sem um retorno pecuniário, sem o respeito pelo trabalhador que segura todas as pontas.
Ora, é vitória da categoria, na última grave, o fim do banco de horas, que deve estar acontecendo exatamente nesse período! É vitória um reajuste salarial com mais um e meio por cento ou dois por cento – não lembro direito – de ganhos reais! É vitória que passe a ser respeitada essa categoria como uma categoria que tem opinião, que tem estresse, que não pode sustentar todos os problemas do sistema de ônibus e que, por exemplo, é muito vitimada pela violência nos ônibus, trabalho esse que, a partir da greve, vem se desdobrando de forma mais continuada com a Brigada Militar, com as empresas de ônibus.
Portanto, nós entendemos uma injustiça, para além de uma ilegalidade, a demissão do companheiro rodoviário e do militante cutista Alceu Weber. Esperamos que a Carris não insista nesse erro e que respeite a liderança e a categoria rodoviária.
(Não revisado pela oradora.)
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quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Escolhas Coletivas – Saúde
RS Mais Saúde
No governo Tarso, o Estado cumpre
pela primeira vez com a exigência de destinar 12% da Receita Líquida para Saúde. Os
recursos para a saúde aumentaram 87% entre 2011 e 2014. Foram destinados 2
bilhões para os hospitais, enquanto no governo anterior foram 471 milhões.
Desde 2011, foram criados mais de 1.000 novos leitos hospitalares no SUS,
transformando o RS no Estado com maior número de leitos hospitalares por
habitante do Brasil. Para garantir maior atendimento perto de casa, foram
criadas mais 15,45 % de Equipes de Saúde da Família, atendendo 4,2 milhões de
gaúchos. Foram concluídas 19 unidades de Pronto-Atendimento e 41 estão em
construção.
Já fizemos muitos pela Saúde no RS.
Mas queremos continuar melhorando!
Para isto escolhemos SOFIA para
Deputada Estadual.
Os 13 compromissos de
SOFIA com a Saúde dos gaúchos e das gaúchas:
1. Defender o fortalecimento do SUS,
reafirmando a saúde como política pública enquanto direito de todos os cidadãos
e dever do Estado, conforme preconizado na Constituição Federal de 1988, com
atendimento de qualidade e igual para todos os gaúchos e gaúchas.
2. Defender do aumento do
financiamento para saúde, compreendendo como investimento e não gasto, como
necessidade da população que precisa que os serviços ofertados sejam ampliados.
3. Propor a qualidade da gestão do
SUS com mais trabalhadores e mais Educação Permanente em Saúde Pública.
Mediante fortalecimento da estratégia dos Mais Médicos avançando para Mais
Trabalhadores em Saúde, com ampliação das vagas e modelos de formação em
residência multiprofissional, direcionadas ao fortalecimento do SUS e melhoria
do cuidado à saúde da população.
4. Criar o projeto Mais Médicos RS
para especialidades de urgência emergência.
5. Fomentar o debate e projetos para
criação de assistência especializada regionalizada, no modelo de policlínicas
com abrangência para além dos limites dos municípios, que leve em consideração
as necessidades em saúde da população, consolidando as regiões de saúde. Assim
como, o fortalecimento dos hospitais regionais.
6. Propor inovações nas estruturas e
modelo de saúde, que considere a mudança do perfil demográfico, com a criação
de equipes especializadas, assistência domiciliar e centros de atividades
físicas para a saúde dos idosos. Assim como Centro de Pesquisas e Centro de
Referência para a assistência em saúde às pessoas e grupos étnicos vivendo com
doenças raras (fibrose cística, anemia falciforme, dentre outras), com
diagnóstico precoce, tratamento e reabilitação.
7. Defender a ampliação de cobertura
dos serviços substitutivos em saúde mental (Rede CAPS-Centro de Atenção
Psicossocial, CAPSi-Centro de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil,
CAPSad-Centro de Atenção Psicossocial álcool e drogas), com equipes de apoio
matricial nos territórios de saúde nos serviços atenção básicas e outros
serviços especializados, em todos os municípios. Divulgar e promover os
programas de inclusão social: "De volta para Casa", "Residencial
Terapêutico" e "Residências Inclusivas".
8. Garantir melhoria e acesso da
população aos serviços de saúde, propondo a redução do teto da população de
abrangência por equipe que presta atenção à saúde das famílias que hoje é de 4
mil para aproximadamente 2 mil famílias.
9. Realizar debates e propostas de
defesa dos direitos sexuais e direitos reprodutivos com o respeito ao direito
de escolha das mulheres e homens sobre seu corpo, sua saúde e vida.
10. Realizar debates e propostas de
defesa do direito à saúde pela alimentação saudável, ambientalmente sustentável
e livre de agrotóxicos, com justiça social e ambiental as gerações atuais e
futuras.
11. Elaborar projeto de formação dos
profissionais em saúde, por meio de um sistema nacional de educação, com
diretrizes do SUS, direcionados ao atendimento das necessidades em saúde da
população, para todos os cursos da área da saúde, residências em saúde,
incluindo, também, os agentes e cuidadores em saúde.
12. Defender projeto de Estado de
fortalecimento da Escola de Saúde Pública, enquanto gestora da educação em
saúde e pólo da educação em serviço na saúde, por meio do dinamismo das redes,
instituições de ensino, inovação das práticas de gestão e ensino em saúde
técnica, profissional, e pesquisa em saúde. Reconhecimento e valorização da
competência e pratica docente na Escola de Saúde Pública e dos Núcleos
Municipais e Regionais de Educação em Saúde Coletiva, como referências
regionais e estadual da educação em Saúde no SUS.
13. Propor o aprofundamento da
democracia participativa nos serviços de saúde do Estado, com a participação
dos trabalhadores, por meio de instituição de Organização por Local de Trabalho
e Orçamento Participativo da Saúde.
Chegou a hora da escolha de SOFIA para lutar pela saúde! Para
aprofundar o projeto democrático da saúde no Estado do Rio Grande do Sul, em
seus princípios universais e emancipatórios.
Escolhas Coletivas – Educação
A EDUCAÇÃO TEM ESCOLHA!
Pelo parlamento estadual passam
todos os debates que importam à educação, desde as políticas institucionais e
as demandas dos/as trabalhadores/as até a influência e representação regional
na política nacional. É estratégico, pois que se construa um mandato
comprometido com o projeto de educação inclusiva, emancipatória e de qualidade
para todos e todas.
A história da Sofia é marcada pela
luta por educação em todos os espaços sociais em que atuou, desde líder
estudantil e normalista na sua cidade natal – Veranópolis, à professora das
redes públicas e privadas, da alfabetização à Educação Física, em todos os anos
do Ensino Fundamental até sua atuação como dirigente sindical.
Este caminho teceu a militância
política e culminou com a eleição para vereadora de Porto Alegre, em 2000, pelo
projeto Escola Cidadã que revolucionava a educação na Capital – representação
que se ampliou e se expandiu em mais de 13 anos de mandato!
Nesta trajetória, Sofia acumulou a
função de Secretária Municipal da Educação, presidente da Câmara Municipal de
Porto Alegre, da Comissão de Educação e prefeita do Município por 13 dias.
Todos estes espaços conquistados com SOFIA priorizam a educação. Muitas destas
iniciativas transformaram-se em leis.
Sempre defendeu uma cidade inclusiva
e para todos, com uma educação humanizada, onde o conhecimento e o aluno são
prioridades, a inclusão é princípio, o conhecimento é vivo, a arte é direito. O
desenvolvimento ambiental sustentável, o transporte coletivo de qualidade, o
passe livre para estudantes, a formação qualificada de professores, a defesa da
Universidade Estadual/UERGS, a expansão dos Institutos Federais são pautas que
marcam a atuação do seu mandato.
A dedicação da SOFIA à vida pública
fortaleceu experiências e vitórias que vão da Educação Infantil ao Ensino
Superior, alimentando e realimentando a produção e atuação de um grande
coletivo de educadoras e educadores que se espalham pelas redes de ensino,
pelas universidades, conselhos e sindicatos.
Chegou a hora da escolha de SOFIA
para lutar pela educação! Para aprofundar o projeto de educação do Estado do
Rio Grande do Sul, onde democracia e inclusão são princípios emancipatórios,
solidários e cooperativos, norteadores do projeto de educação para o Ensino
Fundamental e Médio em oposição à educação que se submete aos interesses do
mercado.
Chegou a hora da energia e liderança
da Sofia apostar na continuidade das políticas de investimento, na formação dos
professores, no aprofundamento da transformação do currículo da escola pública
da cidade e do campo, tornando realidade a permanência, a aprendizagem e o
sucesso de todos os estudantes.
A defesa de Sofia de um novo e
superior padrão de espaços pedagógicos encontrou, no Plano de Necessidades e
Obras, sua melhor tradução ao projetar a atualização tecnológica, o bem estar
de professores e alunos, a segurança e o estímulo à aprendizagem. Queremos, com
ela na Assembleia Legislativa, fortalecer esta priorização, para continuar
construindo a escola que sonhamos e que defendemos ser direito de todas as
crianças, adolescentes, jovens e adultos que povoam o nosso Estado.
Devido a sua trajetória Sofia tem as
condições e vai lutar por mais direitos, pela consolidação de conquistas e por
mais avanços na Educação do Estado do RS. Apresentamos 13 dos compromissos da
Sofia com a Educação Gaúcha. Pois com Sofia na Assembleia Legislativa estamos
certos que teremos uma Deputada Estadual da Educação!
SÃO COMPROMISSOS DA
DEPUTADA SOFIA CAVEDON:
1 – Qualidade da educação - Garantia da manutenção da formação
continuada de professores e em parceria com as Universidades, potencializando
as boas práticas e a reflexão teórica, bem como o acesso para os professores à
graduação e pós-graduação. Construir, com as educadoras e os educadores
populares que atuam na ampliação do espaço escolar e na educação infantil,
estratégias para sua formação acadêmica e qualificação permanente;
2 – Inovação Tecnológica - Continuidade e ampliação do Programa de
Modernização Tecnológica Província de São Pedro (laboratórios de informática,
um computador por aluno e professor, tablets para os professores e capacitação
dos professores) para todas as escolas da rede estadual;
3 – Educação Integral – Estruturar as escolas e dar continuidade à
implementação progressiva da educação integral em escola de tempo integral.
Implementar proposta pedagógica específica de qualidade social, formação em
todas as dimensões do ser humano, investindo na sua emancipação como cidadão e
na qualificação técnica que lhe garanta uma sobrevivência digna;
4 – Inclusão – Acesso e permanência na educação básica com suporte para
a promoção da inclusão escolar, atendimento educacional especializado e
multidisciplinar, bem como a qualificação dos professores e funcionários de
escola nos aspectos psicológicos, cognitivos e pedagógicos;
5 – Diversidade e gênero - Ampliar políticas que respeitem as
diversidades culturais, étnicas e sociais, reconhecendo o contexto, o respeito
às diferenças, o avanço da sustentabilidade ambiental e o exercício da
democracia. Valorização da cultura afrobrasileira e indígena no currículo
escolar. Construir uma escola (amparada por políticas públicas) que liberte,
acabe com os padrões sexistas, racistas e homofóbicos e construa relações de
igualdade, solidariedade e respeito;
6 – Escola como polo cultural e esportivo – Ampliar investimentos e
parcerias, para que o espaço das escolas tenham condições de ofertar práticas
culturais e esportivas de forma articulada com o Plano Político Pedagógico, construído
participativamente com as comunidades escolares. Possibilitar, às crianças,
juventude e adultos, o acesso às diferentes linguagens das artes, investindo na
formação de professores e no fornecimento de meios, espaços e equipamento adequados;
7 – Investimento na melhoria salarial das professoras e professores e
funcionários de escola – Atuar, para que os recursos dos royalties do petróleo, dos 10% do PIB e
de outras rubricas viabilizem o pagamento do Piso do Magistério como base no
plano de carreira. Garantir a manutenção da política de pagamento e atualização
das promoções do magistério feitas nesse Governo e a continuidade das promoções
dos funcionários de escola. Dar continuidade ao processo instituído no atual
governo de seleção e ingresso por Concurso Público, preferencialmente admitidos
em regime de 40 horas, na mesma escola, mantendo a substituição gradativa dos
contratos temporários;
8 - Transformação do Currículo – Consolidar, aprofundar e qualificar a
Reestruturação Curricular de toda a educação básica, em especial do Ensino
Médio Politécnico e da Educação Profissional, dando continuidade aos
investimentos na formação continuada em serviço dos educadores, na ampliação da
introdução de novas tecnologias, na implantação e qualificação de laboratórios
e equipamentos, na melhoria dos espaços e na valorização dos profissionais.
Ampliar a oferta de Educação Profissional;
9 – Avaliação Participativa - Consolidar o Sistema Estadual de
Avaliação Participativa – SEAP/RS (único processo dessa natureza no Brasil)
como política pública e instrumento de gestão, aprimorando os mecanismos de
planejamento participativo, de democratização da gestão e de acesso ao
conhecimento;
10 – Políticas de permanência com sucesso nas Escolas - Defender a criação
do Programa Pró Médio, com o objetivo de conceder “Auxilio Permanência” para
alunos de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social, bem como “Bolsas
de Iniciação Científica”, visando a garantir o acesso ao conhecimento,
estimulando a pesquisa e à permanência no Ensino Médio, perseguindo a
universalização da oferta. Transformar o Projovem em auxilio permanência e
sucesso para os jovens que estudam na EJA e anos finais do Ensino Fundamental;
11 – Um novo patamar de espaços pedagógicos – Continuidade do processo
de recuperação física das escolas concretizando o programa de necessidade de
obras (PNO) e a modernização tecnológica, assegurando a escola como espaço de
aprendizagem, ciência e cultura que necessita ter arquitetura e condições
adequadas e estéticas, que respondam às demandas do tempo presente,
desenvolvendo um novo conceito de espaço escolar que valoriza a
sustentabilidade e privilegia a acessibilidade, além de instalar um conjunto de
condições físicas qualificadas para o desenvolvimento das atividades
pedagógicas;
12 – Educação Infantil – Lutar, junto aos municípios do Estado do RS, pela
universalização do acesso à educação infantil como direito de todas as crianças
de zero a seis anos de idade;
13 – Acesso à Universidade – Expansão e qualificação da Universidade
Estadual (UERGS), dos Institutos e Universidades Federais em diálogo com as
necessidades das cidades e regiões, buscando dar conta dos temas que desafiam o
Estado como o da Segurança Pública, a Saúde e a Educação.
Escolhas Coletivas – Urbano-Ambiental
Pare, olhe e pense. Esse conjunto de
casas, prédios e vias de tráfego, povoado por milhares, às vezes milhões de
pessoas, são como você sabe – uma cidade.
E não faz muito tempo que elas
existem. As primeiras surgiram há apenas 5.000 anos, nos vales da Mesopotâmia.
De lá para cá, muita coisa mudou…
No Brasil urbano do terceiro milênio
a maior parte do território é ocupada pelo vasto campo da pobreza, e de uma
urbanização incompleta que a utopia da modernidade não atingiu: periferias
autoconstruídas e precárias, erigidas por mercados informais de terra, se
espalham também por centros regionais e polos turísticos.
Isso teve um impacto urbanístico
agudo na questão da mobilidade e acessibilidade, aprofundando o isolamento dos
mais pobres nas periferias, com profundas precariedades de circulação e de
condições de moradia, carências em diversos setores dos serviços sociais, culturais
e infra-estruturais, insuficiência de formas de sociabilidade e de espaços
públicos qualificados que acolham as atividades coletivas e a vida social.
No caso da política urbana, a
exclusão territorial pode ser desconstruída em três elementos: a estratégia da
distribuição dos investimentos, a regulação urbanística e a gestão urbana.
A exclusão territorial é montada por
meio da definição de grandes investimentos, que podem ser neste bairro ou
naquele, em benefício de poucos ou de muitos, privilegiando os automóveis ou o
transporte público, instalando centralidades e as reservando para os
empreendimentos das elites ou gerando oportunidades de forma mais distribuída
para a maior parte da população.
Grandes investimentos urbanos podem
promover a redistribuição, abrindo novas frentes de oportunidades econômicas e
culturais para poucos ou para muitos – o que depende basicamente das opções
estratégicas dos projetos, que podem gerar espaços públicos de apropriação o
mais ampla possível ou ilhas protegidas e defendidas para poucos.
No campo da regulação, produzir um
urbanismo antiexclusão significa abrir a cidade para toda a população em todos
os sentidos: estabelecer uma regra de construção da cidade, regras de
zoneamento, de parcelamento, que tenham rigorosamente a ver com a maneira pela
qual o povo constrói sua moradia e que, portanto, consigam incidir sobre ela.
Contrapõe-se, assim, a uma regulação (infelizmente ainda hegemônica) que atinge
o todo apenas virtualmente, que não traduz os processos que ocorrem em grande
parte da cidade, condenando-a a uma eterna ilegalidade.
No âmbito da gestão e dos processos
decisórios, a democratização da gestão urbana não é só uma questão de bandeira
política, mas a única possibilidade de inversão desta equação. Abrir o processo
de tomada de decisões sobre o investimento e o controle do território urbano é
um pressuposto para construirmos uma política urbana que inclua a totalidade
dos atores sociais. As instâncias e formas de participação popular no
planejamento da cidade são instrumentos que agem nesse sentido, abrindo espaços
reais de interlocução, para que os setores populares possam efetivamente
interferir na construção de um projeto de cidade. Nesse ponto é fundamental e
insubstituível a participação popular organizada, produzindo uma interface real
– e não simulada – com o poder público. Os planos urbanísticos, os projetos
urbanos e a regulação precisam ser harmônicos com a gestão da cidade. Não se
pode inventar um plano, um projeto de cidade cheia de qualidades, absolutamente
descolado da real capacidade de organização e possibilidades de implementação e
controle dessa política.
Dessa forma, é fundamental a
existência de uma política urbana que leve em conta a missão inadiável que se
apresenta: a reconstrução local da noção de esfera pública, aquilo que dá
identidade e sentido à cidade e à sociedade. Trabalhar na construção dessa
mudança é o compromisso de Sofia.
13 COMPROMISSOS DE SOFIA PARA A A REFORMA URBANA
E A POLÍTICA AMBIENTAL
E A POLÍTICA AMBIENTAL
1. Fortalecer o Programa Estadual de
Regularização Fundiária para garantir a posse e a inserção social das famílias
moradoras dos assentamentos informais das áreas de domínio do Estado do RS e
promover a estruturação intersetorial de Prevenção e Mediação de Conflitos
Fundiários Urbanos para evitar despejos, articular políticas públicas
alternativas às remoções e qualificar as soluções de conflitos fundiários;
2. Lutar pela implementação do
Parque Delta do Jacuí, garantindo a regularização fundiária das famílias das
Ilhas e investimento na qualidade de vida e trabalho, bem como trabalhar pela
implementação do Plano Estadual de Habitação de Interesse Social e pelo
fortalecimento do Fundo e do Conselho Estadual de Habitação de Interesse Social;
regulamentar a Lei Estadual 13.789/2011 da Assistência Técnica, garantindo
políticas municipais de Habitação para famílias de baixa renda, ocupantes de
ZEIS;
3. Lutar pela incorporação de
critérios de sustentabilidade na Política Estadual de Habitação e promover
políticas públicas de incentivo ao uso de energias renováveis;
GESTÃO DE RISCOS E
DESASTRES
4. Identificar as obras prioritárias
para prevenção de desastres naturais e fixação dos recursos necessários, bem
como incentivar a estruturação das Coordenadorias Municipais de Proteção e
Defesa Civil, com recursos orçamentários próprios, visando iniciativas
coordenadas, em consonância com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil;
SANEAMENTO E RECURSOS
HÍDRICOS
5. Consolidar os Sistemas Estaduais de Recursos Hídricos e de Saneamento, implementando seus instrumentos de esgotamento sanitário e drenagem urbana, apoiando os Comitês das Bacias Hidrográficas e divulgando estudos de aproveitamento racional das águas e de hidrovias; Contribuir no debate sobre a mercantilização dos bens comuns e o modelo energético, as barragens e as enchentes em nosso Estado;
DESENVOLVIMENTO
REGIONAL
6. Lutar pela aprovação do Estatuto
Nacional das Metrópoles, que cria um Fundo Federal para planos de
desenvolvimento urbano integrado;
7. Fomentar o diálogo entre
planejamento urbano e ambiental, através da compatibilização dos planos
diretores, dos instrumentos de política urbana e ambiental e das políticas de
habitação, saneamento, mobilidade e habitação, através do fortalecimento da
METROPLAN;
MEIO AMBIENTE
8. Consolidar a Política Estadual de Educação Ambiental;
efetivar e estruturar os Comitês das
Bacias Hidrográficas, com a regulamentação das Agências Técnicas; além de
garantir a realização de concursos públicos para estruturação dos órgãos
ambientais;
9. Garantir legislação que estimule
e regre o transporte alternativo, como bicicletas e opções de veículos
aquaviários;
10. Implementar o parque Morro Santa
Tereza e retomar o projeto integrado Arroio Feijó, bem como promover a
preservação e conservação do patrimônio cultural e ambiental dos Biomas Pampa e
Mata Atlântica e regulamentar ações e estratégias para qualificar e fortalecer
a fiscalização e o cumprimento das leis ambientais;
11. Regulamentar as políticas de
ampliação do consumo de alimentos livres de agrotóxicos, provenientes da
agricultura familiar de base ecológica, para todo o sistema estadual de ensino
e criar regras de estímulo ao consumo sustentável, à economia solidária, à
reciclagem e reutilização de resíduos, à agricultura de base ecológica, à
arquitetura sustentável em prol de um ambiente ecologicamente equilibrado;
RESÍDUOS SÓLIDOS
12. Regulamentar no Estado a
Política Nacional de Resíduos Sólidos para erradicar os lixões no RS, através
de um Plano Estadual de Resíduos Sólidos, valorizando o trabalho dos/das catadoras de
materiais recicláveis e estimulando o reaproveitamento de entulhos da construção civil;
GESTÃO DEMOCRÁTICA E
PARTICIPAÇÃO POPULAR
13. Fortalecer os canais de
democracia direta e controle social como o CONSEMA, CONCIDADES, CDES e outros
conselhos importantes para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul.
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
CARTA DO Iº SEMINÁRIO IDENTIDADE POLÍTICO-PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL DA REDE CONVENIADA
A qualidade da Educação Infantil deve ser de excelência para todos(as),
independentemente de ser ofertada pela rede própria do município, ou pelas
instituições conveniadas. Não pode haver educação de qualidade diferenciada
para diferentes sujeitos, esse é um Direito Universal da criança, que é sujeito
de direito.
Essa qualidade é intrínseca a dois fatores fundamentais. São eles: a
adoção do CUSTO-ALUNO QUALIDADE (CAQ) e seus insumos básicos, sem os quais o
atendimento educacional ficará prejudicado. E o segundo fator é a valorização
profissional do(a) trabalhador(a) em Educação Infantil, que passa pelo
reconhecimento da formação/habilitação e a consequente remuneração.
Educadores, coordenadores pedagógicos
e dirigentes comunitários reunidos neste seminário refletiram sobre sua prática
e as condições em que a realizam, nos painéis assim organizados:
Criança, educação e currículo:
qual o sentido da nossa prática?
Quem é o nosso educador e nossa
educadora?
Qual a estrutura e qual
financiamento da Rede Conveniada de Educação Infantil?
O conveniamento com instituições que oferecem educação infantil já existe há vinte e um anos em Porto
Alegre e esta se tornou a forma a prioritária do município para atender esta
faixa etária.
No entanto, as instituições conveniadas sequer recebem o valor aluno
correspondente ao do FUNDEB; não obtém da municipalidade recursos suficientes
para garantir as condições adequadas para ofertar uma educação de qualidade sem
custos para as famílias; não têm condições de redimensionar espaços físicos que
nasceram, de forma adaptada, em grande medida, pelo esforço comunitário e não
têm condições de valorizar os educadores que buscam formação/habilitação,
perdendo-os para outros espaços.
As instituições conveniadas assumiram, em
parceria com o Executivo Municipal, a tarefa de ofertar Educação Infantil,
quando a sociedade brasileira avançou da concepção de atendimento assistencial,
então realizado pela Legião Brasileira de Assistência/LBA. Esse tempo passou!
Hoje se impõe uma nova condição que não encontra suporte para se
desenvolver nos marcos do atual Regime de Colaboração dos conveniamentos – os
recursos são ineficientes. A falta de recursos é a realidade atual, de grande
parte das instituições, originárias do movimento comunitário que assumiram a
maior fatia da demanda por Educação Infantil no município.
Cabe ao Poder Público Municipal repactuar o convênio para o bem da
Educação Infantil em Porto Alegre. É de sua competência e obrigação a expansão
e ampliação da Educação Infantil no âmbito do Pacto Federativo (Metas 1 e 2 do
PNE). O Plano Nacional de Educação 2014/2024 já foi aprovado pelo Congresso
Nacional. É a hora da realização da etapa referente às Conferências Municipais
que necessitam ser construídas com a participação da sociedade civil
organizada, dos(as) trabalhadores(as) em educação, das comunidades escolares,
das entidades representativas e das diferentes instituições. Porto Alegre
precisa dizer que Política de Educação Infantil quer para a cidade. Mas essa é
uma decisão conjunta. Uma tarefa a ser pensada por todos(as), considerando que
estamos muito distantes ainda da efetivação dos Direitos assegurados pela
Constituição Republicana de 1988 .
A partir deste debate e considerando a
caminhada de acúmulo dos educadores e instituições, os mais de trezentos
participantes do seminário manifestam-se ao governo municipal, ao Ministério
Público e aos Conselhos de Direitos reivindicando que:
· As instituições conveniadas não
sejam consideradas um sistema separado de ensino, e tenham as mesmas condições
para realização da educação infantil da rede própria;
· As instituições conveniadas
participem efetivamente na construção do Plano Municipal da Educação;
· A prefeitura publique portaria
instalando o Fórum Municipal da Educação para que este coordene o processo de
elaboração e monitore a aplicação do Plano Municipal de Educação;
· As instituições conveniadas sejam
tratadas e valorizadas de maneira que tenham condições de atender as diretrizes
da Educação Infantil Brasileira;
· Se realize a revisão da Normatização
Municipal da Educação Infantil já defasada em relação à normatização nacional,
com a participação direta das instituições conveniadas e do Fórum Municipal dos
Direitos da Criança e do Adolescente respeitando e valorizando a dimensão que
este atendimento tomou;
· O município assuma a sua parte de
responsabilidade com a formação acadêmica dos (as) educadoras com a remuneração
adequada ao regime de trabalho e a esta formação;
· Os educadores que estão em curso de
formação no ensino médio modalidade normal (magistério) sejam considerados
aptos a assumir a função de educadores assistentes;Os recursos que o município
aplica, através de renúncia fiscal, em bolsas do Ensino Superior e em uniformes
escolares para alunos da rede própria, sejam destinados aos convênios com as
instituições que atuam na Educação Infantil;
· A prefeitura de Porto Alegre preste
contas ao Conselho Municipal do FUNDEB de todos os recursos Constitucionais e
da Lei Orgânica do Município a sem aplicados em educação;
· Se garanta o debate prévio entre o
poder público e as creches comunitárias na decisão dos encaminhamentos quanto
as definições para a educação comunitária;
· O modelo de funcionamento das novas
unidades de educação infantil financiadas pelo governo federal (PROINFÂNCIA)
seja discutido com o Conselho Municipal de Educação órgão legalmente instituído
com funções consultivas, deliberativas, normativas e fiscalizadoras, do Sistema
Municipal de Ensino.
Convocamos o poder público municipal a
reestabelecer o diálogo com o Fórum das Entidades dos Direitos da Criança e do
Adolescente e que deste resulte a revisão dos valores dos Convênios de maneira
a atender as necessidades das Escolas de
Educação Infantil na perspectiva de alcançar um Custo Aluno Qualidade
construído a partir das reais necessidades do atual atendimento, buscando
atingir a qualidade preconizada pela legislação.
Convocamos o Poder Público Municipal a chamar a Conferência Municipal de
Porto Alegre para de forma democrática, ampla, participativa e definir, dentre
outras, sua política de expansão e monitoramento das matrículas conveniadas,
bem como da fiscalização da aplicação de recursos. As representações das
instituições conveniadas de atendimento a Educação Infantil se farão presente
nesse processo por entender que esse é um dever de toda a sociedade.
Porto
Alegre, 22 de agosto de 2014.
Promoção
da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude
Câmara de
Vereadores de Porto Alegre
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Escolhas Coletivas - Segurança Púbica:
Segurança Púbica: “um direito fundamental e social, dever do Estado e responsabilidade de todos”.
Com a Sofia a Seguirança Tem Escolha!
Propostas para Servidores da Segurança Pública:
1 - Valorizar os trabalhadores da Segurança Pública, realizar estudos para a alteração de seus planos de carreira, estabelecer pisos salariais dignos, adequar seus regulamentos disciplinares a ordem constitucional vigente;
2 - Verificar junto ao governo do estado a possibilidade de aumento da parcela estatal orçamentária destinada para a área da Segurança Pública;
3 - Programar como meta de governo, a realização de certames públicos que possibilitem o ingresso regular nas carreiras da segurança pública, no intuito de diminuir o déficit de servidores nesta área;
4 - Desenvolver políticas relacionadas às questões de gênero, com um olhar especial dirigido ao público feminino, visando colocar fim ao preconceito e ao assédio moral, criar condições de trabalho adaptando as instituições a presença das mulheres no seu dia a dia;
5 - Criar propostas para o atendimento educacional dos filhos dos Servidores da Segurança Pública, priorizando a assistência das crianças de 0 a 5 anos de idade;
6 - Alterar a Lei de ensino da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, iniciando este processo com criação do Curso de Tecnólogo em Segurança Pública, em parceria com o Instituto Federal, substituindo-se os atuais CBFPMS, por um curso “superior” reconhecido pelo MEC; com a alteração dos currículos, ampliar as disciplinas de Direitos Humanos e cidadania, nos cursos de formação e capacitação, desenvolvendo no profissional de segurança um olhar humanizado nas ações de preservação da ordem consolidando-se a ideia de termos uma polícia cidadã;
7 - Apoiar projetos sociais já existentes, como o programa RS Na Paz do Governo do Estado, e fomentar a criação de outros que proporcionem um diálogo entre a comunidade gaúcha das diversas classes sociais e os entes da Segurança Pública;
8 - Dar escopo e auxílio na criação e estruturação do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Sul;
9 - Estudar a viabilidade de criação de Comitês Regionais e Conselhos Municipais de Segurança, envolvendo a sociedade civil organizada e os entes da Segurança Pública, fazendo que a comunidade gaúcha ajude a construir a sua própria segurança;
10 - Melhorar as condições de moradia dos trabalhadores da Segurança Pública, propiciar através de convênios com instituições financeiras a chance de estes trabalhadores poderem adquirir a sua casa própria, e o apoio na formação de cooperativas habitacionais para os servidores da segurança;
11- Implementar ações de atenção à saúde do trabalhador, com ênfase nas questões de saúde mental e trauma tanto preventiva, quanto pós-traumática, englobando-se servidores ativos e inativos;
12 - Reestruturar e readequar os equipamentos de trabalho dos servidores frente às exigências trazidas pela globalização, tendo como princípio norteador uma melhor resposta as necessidades do povo gaúcho primando sempre pela segurança pessoal do trabalhador da segurança pública;
13 - Reestudar a lei de distribuição de horas extras, com o objetivo de aumentar o efetivo nas ruas, em caráter emergencial, até o ingresso de novos servidores, bem como a viabilidade de pagamento de adicional noturno.
“Escolhemos, juntos, fazer uma segurança melhor”.
Retornar ao blog Sofia Cavedon.
Com a Sofia a Seguirança Tem Escolha!
Propostas para Servidores da Segurança Pública:
1 - Valorizar os trabalhadores da Segurança Pública, realizar estudos para a alteração de seus planos de carreira, estabelecer pisos salariais dignos, adequar seus regulamentos disciplinares a ordem constitucional vigente;
2 - Verificar junto ao governo do estado a possibilidade de aumento da parcela estatal orçamentária destinada para a área da Segurança Pública;
3 - Programar como meta de governo, a realização de certames públicos que possibilitem o ingresso regular nas carreiras da segurança pública, no intuito de diminuir o déficit de servidores nesta área;
4 - Desenvolver políticas relacionadas às questões de gênero, com um olhar especial dirigido ao público feminino, visando colocar fim ao preconceito e ao assédio moral, criar condições de trabalho adaptando as instituições a presença das mulheres no seu dia a dia;
5 - Criar propostas para o atendimento educacional dos filhos dos Servidores da Segurança Pública, priorizando a assistência das crianças de 0 a 5 anos de idade;
6 - Alterar a Lei de ensino da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, iniciando este processo com criação do Curso de Tecnólogo em Segurança Pública, em parceria com o Instituto Federal, substituindo-se os atuais CBFPMS, por um curso “superior” reconhecido pelo MEC; com a alteração dos currículos, ampliar as disciplinas de Direitos Humanos e cidadania, nos cursos de formação e capacitação, desenvolvendo no profissional de segurança um olhar humanizado nas ações de preservação da ordem consolidando-se a ideia de termos uma polícia cidadã;
7 - Apoiar projetos sociais já existentes, como o programa RS Na Paz do Governo do Estado, e fomentar a criação de outros que proporcionem um diálogo entre a comunidade gaúcha das diversas classes sociais e os entes da Segurança Pública;
8 - Dar escopo e auxílio na criação e estruturação do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Sul;
9 - Estudar a viabilidade de criação de Comitês Regionais e Conselhos Municipais de Segurança, envolvendo a sociedade civil organizada e os entes da Segurança Pública, fazendo que a comunidade gaúcha ajude a construir a sua própria segurança;
10 - Melhorar as condições de moradia dos trabalhadores da Segurança Pública, propiciar através de convênios com instituições financeiras a chance de estes trabalhadores poderem adquirir a sua casa própria, e o apoio na formação de cooperativas habitacionais para os servidores da segurança;
11- Implementar ações de atenção à saúde do trabalhador, com ênfase nas questões de saúde mental e trauma tanto preventiva, quanto pós-traumática, englobando-se servidores ativos e inativos;
12 - Reestruturar e readequar os equipamentos de trabalho dos servidores frente às exigências trazidas pela globalização, tendo como princípio norteador uma melhor resposta as necessidades do povo gaúcho primando sempre pela segurança pessoal do trabalhador da segurança pública;
13 - Reestudar a lei de distribuição de horas extras, com o objetivo de aumentar o efetivo nas ruas, em caráter emergencial, até o ingresso de novos servidores, bem como a viabilidade de pagamento de adicional noturno.
“Escolhemos, juntos, fazer uma segurança melhor”.
Retornar ao blog Sofia Cavedon.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Escolhas Coletivas - Juventude
Com a Sofia a Juventude Tem Escolha!
Nos últimos doze anos, com os governos do Presidente Lula e da Presidenta Dilma a juventude brasileira conquistou importantes direitos e avanços na área de Políticas Pública de Juventude (PPJ). Hoje a Juventude através do Estatuto da Juventude é reconhecida na Constituição Brasileira. Programas como Prouni, Reuni, ProJovem e demais programas do governo federal garantiram a autonomia e expansão de direitos para os e as jovens do Brasil.
No Rio Grande do Sul a vitória do Tarso Governador foi muito importante para o conjunto da população gaúcha, retomando o caminho da transformação social e dos compromissos com os e as trabalhadoras. Com o governo Tarso a juventude gaúcha obteve importantes conquistas. A criação da Coordenadoria Estadual de Juventude e do Conselho Estadual de Juventude do RS (CONJUV RS), marcaram um novo tempo na área de PPJs no Estado. Programas como POD (Programa de Oportunidades e Direitos) e o Passe Livre Estudantil representaram um importante avanço nos direitos da juventude, porém há muito que avançar.
Segundo o Censo Demográfico-2010, publicado pelo IBGE, o Rio Grande do Sul tem aproximadamente 2.640.339 jovens, na faixa etária de 15 a 29 anos. Esse expressivo contingente populacional demanda um conjunto de ações e políticas públicas com diversificadas finalidades. Além disso, o número dimensiona o potencial para que o PT ,o seu governo e seus mandatos parlamentares encampem a disputa da política geracional. Para tanto, entendemos que é necessário implementar e investir em um projeto de Políticas Públicas de Juventude (PPJ) que seja capaz de potencializar a construção de uma nova cultura política e de disputar os valores ideológicos da nossa juventude.
Hoje ainda persistem muitas dificuldades para os e as jovens gaúchas: a violência urbana e extermino da juventude periférica, principalmente da juventude negra, as dificuldades para concluir o ensino médio, a homofobia, lesbofobia e transfobia contra a juventude LGBT, a opressão machista e a violência sexista contra as jovens mulheres. A juventude, como vitima ou agressora, está no foco da violência dos grandes centros urbanos. Todo este cenários traz à tona a necessidade de um olhar prioritário e de buscar soluções para mudar a situação juvenil, com a participação dos e das jovens neste processo.
Assim compreendemos que o Parlamento tem um papel fundamental quanto esta responsabilidade. Devendo se fundamentar na ideia de que as e os jovens são tanto atores quanto sujeitos políticos e sociais tendo necessidades especificas e singulares, possuidores de vasta diversidade, com diferentes identidades, organização e expressão (cultural, artística e política, etc.). Durante as jornadas de junho e julho de 2013 foi mostrada a força dessa nova geração, e o papel central que a juventude pode ter na construção de uma nova correlação de forças na sociedade que nos permita fazer avanços estruturais. Processo social em que desde o inicio a Sofia, através de seu mandato de vereadora em Porto Alegre, esteve ao lado da juventude. Sempre sensível às demandas juvenis e desenvolvendo a melhor forma de solução para os conflitos presentes, na busca da construção de diálogos e de conquistas para os e as jovens da cidade.
Desse modo é preciso aprofundar a noção de juventude. Necessitando um mandato parlamentar que não veja os e as jovens como sujeitos híbridos entre a infância e a fase adulta, precisando ser tutelados, moldados e adequados aos modelos sociais vigentes. Precisa-se de um mandado parlamentar que tenha a sensibilidade e condições para a formulação de políticas, que tenham por base a concepção de juventude como uma construção social relacionada a condicionantes históricos e materiais, articulada às noções de espaço, etnicidade, gênero, orientação sexual e classe social, permitindo o acesso às características da diversidade específica da juventude. De modo que a autonomia, a liberdade e o direito à experimentação devem nortear a construção e desenvolvimento de PPJ’s pela Assembleia Legislativa.
Afinal, um projeto transformado deve levar em conta questões que atingem mais diretamente a existência humana e sua devida complexidade social e individual e o lugar especial que assume a questão da juventude na luta por sua autonomia e emancipação. Nesta perspectiva, o recorte conceitual que deve organizar essa nova geração de políticas é o da emancipação e do desenvolvimento integral da juventude, passando pela afirmação de novos direitos específicos como ao financiamento público ao tempo livre, à experimentação, à redução obrigatória da jornada de trabalho durante os estudos, ao trabalho decente, ao transporte público de qualidade que permita não só à juventude trabalhadora e/ ou estudantil se locomover, mas também garantir aos e as jovens o direito de autonomia de acesso ao lazer e a cultura entre outros.
Assim, devido a sua trajetória, sua sensibilidade quanto às demandas de direitos e autonomia, e a sua visão sobre a realidade de pluralidade de identidades e condições da juventude gaúcha a Sofia tem as condições para garantir mais conquistas na área de PPJ no Estado, no qual apresentamos os 13 compromissos de campanha da Sofia com a Juventude Gaúcha. Pois com a Sofia Deputada Estadual, na luta por mais direitos e consolidação de suas conquistas, a JUVENTUDE TEM ESCOLHA!
13 Pontos de Juventude para a Campanha da Sofia Deputada Estadual
1. AMPLIAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DE ÓRGÃOS DE PPJ’s: Em defesa da afirmação dos órgãos articuladores de políticas publicas de juventude no estado, através da consolidação do Conselho Estadual de Juventude do RS “CONJUV RS”, garantindo autonomia de recursos e independência política do conselho, com a criação do Fundo Estadual de Juventude, da Rede Estadual de Juventude e do Plano Estadual de Políticas Públicas para a Juventude; bem como a criação da Secretária Estadual de Juventude “SEJuv”. Além do apoio ao desenvolviemtno de políticas integradas de juventude entre as Secretarias de Estado.
2. TRABALHO DECENTE PARA JUVENTUDE: Criação de um plano estadual que garanta a condição de trabalho decente para a juventude. Aprimorando os métodos de fiscalização, bem como o desenvolvimento de políticas de qualificação da juventude no mercado de trabalho. Compatibilizando a jornada e as condições de trabalho com as necessidades de educação e lazer dos e das jovens, aprimorando os métodos de fiscalização do exercício laborativo, em defesa dos direitos e dignidades da juventude.
3. POLÍTICA DE ESTÁGIOS: Fomento da política de estágios profissionalizantes, tanto nos órgãos públicos quanto nas empresas privadas. Com maior fiscalização e que o estágio seja de fato uma ferramenta de desenvolvimento da aprendizagem do jovem e não seja a terceirização do trabalho prestado. Garantindo o reconhecimento e ampliação dos direitos dos estagiários, e com a valorização remuneratória em relação às funções desempenhadas relacionadas com sua área de estudo.
4. IF’s E REDE FEDERAL DE ENSINO: Em defesa da expansão do IF’s e da rede federal de ensino, com o fortalecimento dos cursos de nível superior, de modo que garanta a autonomia da juventude e fuja da lógica de simples inserção dos e das jovens no mercado de trabalho.
5. EDUCAÇAÕ QUE COMBATA TODA FORMA DE PRECONCEITO: Em defesa da criação de uma política educacional que fomente a pluralidade das identidades de juventudes no ambiente escolar, bem como o desenvolvimento de uma política educacional que combata o machismo, sexismo, homofobia e racismo no ambiente escolar, seja através da formação de professores e da produção de materiais de combate às distintas formas de preconceito no ambiente escolar.
6. ASSISTENCIA ESTUDANTIL: Pela criação do Programa Estadual de Assistência Estudantil para alunos do Ensino Médio e do Ensino superior, como ferramenta de garantia a permanência e desenvolvimento do aprendizado da juventude gaúcha. Apoio a criação do “PROMédio” como ferramenta de incentivo ao jovem estudante do ensino médio a permanência na Escola, garantindo um modo de subsistência de recursos aos seus estudos.
7. AMPLIAÇÃO DO PASSE LIVRE ESTUDANTIL: Apoio à ampliação do programa Passe Livre Estudantil as áreas do estado do qual não esteja presente, bem como a suplementação de recursos para a garantia da integralidade da isenção nas áreas do qual o programa é parcial, de modo que seja garantido por lei orçamentária o recurso necessário para o desenvolvimento e ampliação do programa, o tornando um programa de Política de Estado. Além do incentivo à implementação do “passe livre” dentro dos municípios, a exemplo do programa “Vou à Escola” de autoria da Sofia em Porto Alegre, garantindo o acesso à escola aos alunos da educação básica bem como a ampliação aos estudantes do ensino superior.
8. UERGS: Em defesa da ampliação da UERGS, bem como o apoio à ampliação da atividade do movimento estudantil na universidade através da criação de diretórios ou centros acadêmicos nos cursos onde não existam, além da defesa da paridade nas eleições e composições dos conselhos da universidade.
9. MAIS CULTURA PARA JUVENTUDE: Em defesa da criação de programas e política de fomento e desenvolvimento da cultura jovem, bem como da garantia de espaços descentralizados, sejam nas periferias das grandes cidades ou no interior do estado, para a produção e troca cultural típica da juventude, respeitando e valorizando a pluralidade de identidades das distintas juventudes gaúchas. Apoiar políticas de acesso, fomento e estimulo de ações culturais nos municípios do interior, através de editais específicos para a população jovem, priorizando as políticas para os pontos de cultura, valorizando a diversidade cultural da juventude e do povo gaúcho. De modo a combater a mercantilização da cultura.
10. COMBATE AO EXTERMÍNIO DA JUVENTUDE: Defesa da criação de um programa estadual e de políticas publicas que combatam o extermínio da juventude da periferia, principalmente da juventude negra, apoiando a inserção critica do Estado na política nacional do programa “Juventude Viva”. Defesa da desmilitarização das polícias gaúcha, incentivando políticas de combate à opressão policial bem como da defesa do fim de toda forma de tortura e ações de todas formas de violência por parte do aparato oficial do estado.
11. MOBILIDADE E REFORMA URBANA: Em defesa de políticas que garantam o livre acesso aos distintos espaços públicos, como forma de consolidação e auto-afirmação da identidade cultural juvenil bem como de momento familiar, educacional, cultural e aproveitamento de seu tempo livre. Promover políticas de incentivo a mobilidade urbana, integrando o transporte coletivo ao uso de transportes alternativos (bicicletas, skates, etc), defendendo a criação de ciclovias nas grandes médias cidades e da construção de biclicletários em espaços públicos, bem como na publicidade dos efeitos positivos que os meios alternativos de mobilidades acarretam. Defendendo a reforma urbana, através da criação de políticas sociais de apoio ao acesso à moradia digna a juventude através da facilitação para jovens em distintos programas habitacionais, a exemplo do “Minha Casa Minha Vida” e demais moradias populares.
12. SAÚDE DA JUVENTUDE: Em apoio do desenvolvimento e ampliação do programa estadual de saúda da juventude, com recorte de gênero e étnico-racial. Por uma nova cultura política sobre a questão da drogadição, do qual o tema seja tratado na esfera da saúde publica e de modo não moralizante Na defesa da criação de políticas públicas articuladas entre o estado e os municípios, voltadas à prevenção do uso, ao tratamento e reinserção social de usuários de crack, álcool e outras drogas e criação de uma ampla rede de prevenção e apoio a jovens dependentes químicos.
13. JOVENS MULHERES: Na construção de um mandato pautado na luta pela superação do patriarcado, do machismo e do sexismo, comprometido com políticas públicas voltadas para a autonomia e o empoderamento das mulheres. Na criação de programas de combate a todas as formas de violências contra as jovens mulheres. Defesa da ampliação de vagas de escolas infantis, com educação de qualidade, a fim de garantir que as jovens mães permaneçam nas instituições de ensino e possam dar continuidade em seus estudos. Na criação de campanhas e de políticas publicas que garantam às jovens mulheres os mesmo direitos no mercado de trabalho, assegurando a equidade salarial bem como prevenção e proteção contra as distintas formas de assédio no local de trabalho.
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Nos últimos doze anos, com os governos do Presidente Lula e da Presidenta Dilma a juventude brasileira conquistou importantes direitos e avanços na área de Políticas Pública de Juventude (PPJ). Hoje a Juventude através do Estatuto da Juventude é reconhecida na Constituição Brasileira. Programas como Prouni, Reuni, ProJovem e demais programas do governo federal garantiram a autonomia e expansão de direitos para os e as jovens do Brasil.
No Rio Grande do Sul a vitória do Tarso Governador foi muito importante para o conjunto da população gaúcha, retomando o caminho da transformação social e dos compromissos com os e as trabalhadoras. Com o governo Tarso a juventude gaúcha obteve importantes conquistas. A criação da Coordenadoria Estadual de Juventude e do Conselho Estadual de Juventude do RS (CONJUV RS), marcaram um novo tempo na área de PPJs no Estado. Programas como POD (Programa de Oportunidades e Direitos) e o Passe Livre Estudantil representaram um importante avanço nos direitos da juventude, porém há muito que avançar.
Segundo o Censo Demográfico-2010, publicado pelo IBGE, o Rio Grande do Sul tem aproximadamente 2.640.339 jovens, na faixa etária de 15 a 29 anos. Esse expressivo contingente populacional demanda um conjunto de ações e políticas públicas com diversificadas finalidades. Além disso, o número dimensiona o potencial para que o PT ,o seu governo e seus mandatos parlamentares encampem a disputa da política geracional. Para tanto, entendemos que é necessário implementar e investir em um projeto de Políticas Públicas de Juventude (PPJ) que seja capaz de potencializar a construção de uma nova cultura política e de disputar os valores ideológicos da nossa juventude.
Hoje ainda persistem muitas dificuldades para os e as jovens gaúchas: a violência urbana e extermino da juventude periférica, principalmente da juventude negra, as dificuldades para concluir o ensino médio, a homofobia, lesbofobia e transfobia contra a juventude LGBT, a opressão machista e a violência sexista contra as jovens mulheres. A juventude, como vitima ou agressora, está no foco da violência dos grandes centros urbanos. Todo este cenários traz à tona a necessidade de um olhar prioritário e de buscar soluções para mudar a situação juvenil, com a participação dos e das jovens neste processo.
Assim compreendemos que o Parlamento tem um papel fundamental quanto esta responsabilidade. Devendo se fundamentar na ideia de que as e os jovens são tanto atores quanto sujeitos políticos e sociais tendo necessidades especificas e singulares, possuidores de vasta diversidade, com diferentes identidades, organização e expressão (cultural, artística e política, etc.). Durante as jornadas de junho e julho de 2013 foi mostrada a força dessa nova geração, e o papel central que a juventude pode ter na construção de uma nova correlação de forças na sociedade que nos permita fazer avanços estruturais. Processo social em que desde o inicio a Sofia, através de seu mandato de vereadora em Porto Alegre, esteve ao lado da juventude. Sempre sensível às demandas juvenis e desenvolvendo a melhor forma de solução para os conflitos presentes, na busca da construção de diálogos e de conquistas para os e as jovens da cidade.
Desse modo é preciso aprofundar a noção de juventude. Necessitando um mandato parlamentar que não veja os e as jovens como sujeitos híbridos entre a infância e a fase adulta, precisando ser tutelados, moldados e adequados aos modelos sociais vigentes. Precisa-se de um mandado parlamentar que tenha a sensibilidade e condições para a formulação de políticas, que tenham por base a concepção de juventude como uma construção social relacionada a condicionantes históricos e materiais, articulada às noções de espaço, etnicidade, gênero, orientação sexual e classe social, permitindo o acesso às características da diversidade específica da juventude. De modo que a autonomia, a liberdade e o direito à experimentação devem nortear a construção e desenvolvimento de PPJ’s pela Assembleia Legislativa.
Afinal, um projeto transformado deve levar em conta questões que atingem mais diretamente a existência humana e sua devida complexidade social e individual e o lugar especial que assume a questão da juventude na luta por sua autonomia e emancipação. Nesta perspectiva, o recorte conceitual que deve organizar essa nova geração de políticas é o da emancipação e do desenvolvimento integral da juventude, passando pela afirmação de novos direitos específicos como ao financiamento público ao tempo livre, à experimentação, à redução obrigatória da jornada de trabalho durante os estudos, ao trabalho decente, ao transporte público de qualidade que permita não só à juventude trabalhadora e/ ou estudantil se locomover, mas também garantir aos e as jovens o direito de autonomia de acesso ao lazer e a cultura entre outros.
Assim, devido a sua trajetória, sua sensibilidade quanto às demandas de direitos e autonomia, e a sua visão sobre a realidade de pluralidade de identidades e condições da juventude gaúcha a Sofia tem as condições para garantir mais conquistas na área de PPJ no Estado, no qual apresentamos os 13 compromissos de campanha da Sofia com a Juventude Gaúcha. Pois com a Sofia Deputada Estadual, na luta por mais direitos e consolidação de suas conquistas, a JUVENTUDE TEM ESCOLHA!
13 Pontos de Juventude para a Campanha da Sofia Deputada Estadual
1. AMPLIAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DE ÓRGÃOS DE PPJ’s: Em defesa da afirmação dos órgãos articuladores de políticas publicas de juventude no estado, através da consolidação do Conselho Estadual de Juventude do RS “CONJUV RS”, garantindo autonomia de recursos e independência política do conselho, com a criação do Fundo Estadual de Juventude, da Rede Estadual de Juventude e do Plano Estadual de Políticas Públicas para a Juventude; bem como a criação da Secretária Estadual de Juventude “SEJuv”. Além do apoio ao desenvolviemtno de políticas integradas de juventude entre as Secretarias de Estado.
2. TRABALHO DECENTE PARA JUVENTUDE: Criação de um plano estadual que garanta a condição de trabalho decente para a juventude. Aprimorando os métodos de fiscalização, bem como o desenvolvimento de políticas de qualificação da juventude no mercado de trabalho. Compatibilizando a jornada e as condições de trabalho com as necessidades de educação e lazer dos e das jovens, aprimorando os métodos de fiscalização do exercício laborativo, em defesa dos direitos e dignidades da juventude.
3. POLÍTICA DE ESTÁGIOS: Fomento da política de estágios profissionalizantes, tanto nos órgãos públicos quanto nas empresas privadas. Com maior fiscalização e que o estágio seja de fato uma ferramenta de desenvolvimento da aprendizagem do jovem e não seja a terceirização do trabalho prestado. Garantindo o reconhecimento e ampliação dos direitos dos estagiários, e com a valorização remuneratória em relação às funções desempenhadas relacionadas com sua área de estudo.
4. IF’s E REDE FEDERAL DE ENSINO: Em defesa da expansão do IF’s e da rede federal de ensino, com o fortalecimento dos cursos de nível superior, de modo que garanta a autonomia da juventude e fuja da lógica de simples inserção dos e das jovens no mercado de trabalho.
5. EDUCAÇAÕ QUE COMBATA TODA FORMA DE PRECONCEITO: Em defesa da criação de uma política educacional que fomente a pluralidade das identidades de juventudes no ambiente escolar, bem como o desenvolvimento de uma política educacional que combata o machismo, sexismo, homofobia e racismo no ambiente escolar, seja através da formação de professores e da produção de materiais de combate às distintas formas de preconceito no ambiente escolar.
6. ASSISTENCIA ESTUDANTIL: Pela criação do Programa Estadual de Assistência Estudantil para alunos do Ensino Médio e do Ensino superior, como ferramenta de garantia a permanência e desenvolvimento do aprendizado da juventude gaúcha. Apoio a criação do “PROMédio” como ferramenta de incentivo ao jovem estudante do ensino médio a permanência na Escola, garantindo um modo de subsistência de recursos aos seus estudos.
7. AMPLIAÇÃO DO PASSE LIVRE ESTUDANTIL: Apoio à ampliação do programa Passe Livre Estudantil as áreas do estado do qual não esteja presente, bem como a suplementação de recursos para a garantia da integralidade da isenção nas áreas do qual o programa é parcial, de modo que seja garantido por lei orçamentária o recurso necessário para o desenvolvimento e ampliação do programa, o tornando um programa de Política de Estado. Além do incentivo à implementação do “passe livre” dentro dos municípios, a exemplo do programa “Vou à Escola” de autoria da Sofia em Porto Alegre, garantindo o acesso à escola aos alunos da educação básica bem como a ampliação aos estudantes do ensino superior.
8. UERGS: Em defesa da ampliação da UERGS, bem como o apoio à ampliação da atividade do movimento estudantil na universidade através da criação de diretórios ou centros acadêmicos nos cursos onde não existam, além da defesa da paridade nas eleições e composições dos conselhos da universidade.
9. MAIS CULTURA PARA JUVENTUDE: Em defesa da criação de programas e política de fomento e desenvolvimento da cultura jovem, bem como da garantia de espaços descentralizados, sejam nas periferias das grandes cidades ou no interior do estado, para a produção e troca cultural típica da juventude, respeitando e valorizando a pluralidade de identidades das distintas juventudes gaúchas. Apoiar políticas de acesso, fomento e estimulo de ações culturais nos municípios do interior, através de editais específicos para a população jovem, priorizando as políticas para os pontos de cultura, valorizando a diversidade cultural da juventude e do povo gaúcho. De modo a combater a mercantilização da cultura.
10. COMBATE AO EXTERMÍNIO DA JUVENTUDE: Defesa da criação de um programa estadual e de políticas publicas que combatam o extermínio da juventude da periferia, principalmente da juventude negra, apoiando a inserção critica do Estado na política nacional do programa “Juventude Viva”. Defesa da desmilitarização das polícias gaúcha, incentivando políticas de combate à opressão policial bem como da defesa do fim de toda forma de tortura e ações de todas formas de violência por parte do aparato oficial do estado.
11. MOBILIDADE E REFORMA URBANA: Em defesa de políticas que garantam o livre acesso aos distintos espaços públicos, como forma de consolidação e auto-afirmação da identidade cultural juvenil bem como de momento familiar, educacional, cultural e aproveitamento de seu tempo livre. Promover políticas de incentivo a mobilidade urbana, integrando o transporte coletivo ao uso de transportes alternativos (bicicletas, skates, etc), defendendo a criação de ciclovias nas grandes médias cidades e da construção de biclicletários em espaços públicos, bem como na publicidade dos efeitos positivos que os meios alternativos de mobilidades acarretam. Defendendo a reforma urbana, através da criação de políticas sociais de apoio ao acesso à moradia digna a juventude através da facilitação para jovens em distintos programas habitacionais, a exemplo do “Minha Casa Minha Vida” e demais moradias populares.
12. SAÚDE DA JUVENTUDE: Em apoio do desenvolvimento e ampliação do programa estadual de saúda da juventude, com recorte de gênero e étnico-racial. Por uma nova cultura política sobre a questão da drogadição, do qual o tema seja tratado na esfera da saúde publica e de modo não moralizante Na defesa da criação de políticas públicas articuladas entre o estado e os municípios, voltadas à prevenção do uso, ao tratamento e reinserção social de usuários de crack, álcool e outras drogas e criação de uma ampla rede de prevenção e apoio a jovens dependentes químicos.
13. JOVENS MULHERES: Na construção de um mandato pautado na luta pela superação do patriarcado, do machismo e do sexismo, comprometido com políticas públicas voltadas para a autonomia e o empoderamento das mulheres. Na criação de programas de combate a todas as formas de violências contra as jovens mulheres. Defesa da ampliação de vagas de escolas infantis, com educação de qualidade, a fim de garantir que as jovens mães permaneçam nas instituições de ensino e possam dar continuidade em seus estudos. Na criação de campanhas e de políticas publicas que garantam às jovens mulheres os mesmo direitos no mercado de trabalho, assegurando a equidade salarial bem como prevenção e proteção contra as distintas formas de assédio no local de trabalho.
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